domingo, 8 de maio de 2011
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
De certo valor emocional que em outros tempos apagarei (Tempos que nunca chegarão)
Nada sou e nada serei e não me enquadro em nada em que eu devia enquadrar. E quando eu penso que vai dar certo, é aí que tenho que pensar em que não irá. Pois nada sou e nada serei.
E se eu bato em um mesmo ponto já calejado, é porque não mudei. Pois nada sou e nada serei.
E se eu procuro atenção é porque eu preciso, certamente, agora mais do que nunca precisei. Pois nunca como agora precisei.
Será que devo me perdoar por tanto falhar?
Pois mais do que nunca preciso do que procuro. Mas falhei.
Não há lar para um corpo em que não cabe em nenhum assento.
E quando penso que encontrei, é quando não encontrei. E, quando teimo, tremo meus olhos de fronte a uma tela iluminada, é que fraquejo. Queria tanto dizer o quanto eles já lacrimejaram por você em silêncio. De uma forma que você nunca verá. Até minha boca chegar de fronte a sua. E cada palavra que eu diga me faça despertar em um cômodo sem luz alguma, pois estou lá sem voz nenhuma, me recordando do vazio que trespassa meu peito e de uma voz em minha cabeça (já calejada) que insiste em martelar:
Um tal de nada sou nada serei...
E se eu bato em um mesmo ponto já calejado, é porque não mudei. Pois nada sou e nada serei.
E se eu procuro atenção é porque eu preciso, certamente, agora mais do que nunca precisei. Pois nunca como agora precisei.
Será que devo me perdoar por tanto falhar?
Pois mais do que nunca preciso do que procuro. Mas falhei.
Não há lar para um corpo em que não cabe em nenhum assento.
E quando penso que encontrei, é quando não encontrei. E, quando teimo, tremo meus olhos de fronte a uma tela iluminada, é que fraquejo. Queria tanto dizer o quanto eles já lacrimejaram por você em silêncio. De uma forma que você nunca verá. Até minha boca chegar de fronte a sua. E cada palavra que eu diga me faça despertar em um cômodo sem luz alguma, pois estou lá sem voz nenhuma, me recordando do vazio que trespassa meu peito e de uma voz em minha cabeça (já calejada) que insiste em martelar:
Um tal de nada sou nada serei...
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
domingo, 26 de julho de 2009
ASDSADDAS
Posso dizer que a chuva entrou doída em meus ouvidos, cansado como estava, a dor era inevitável. Encharquei totalmente. Aquele dia um milhão de flechas flamejantes atravessaram meu coração. Hoje, frio que me dói o corpo, estou nu na chuva. Pedaço podre de corpo sangrando pelos ouvidos. Ensurdeço. H. J. disse uma vez para eu não esperar em mesmo lugar, mas o que eu poderia fazer? Me disse também o que poderia acontecer a mim, eu fui avisado. F. P. já não me foi muito clara, só me disse boa noite. Então eu não sabia muito bem o que sentir, nem o que pensar. Eu não sabia nada, ainda não sei, não entendo nada de nenhuma teoria. Parece que a chuva parou. Ou está em outro lugar. Quando eu via aquela seringa furar sua pele eu me assustava, por que joga em minha cara onde eu sou fraco? Por que não aceita minha fraqueza? Vi muitos monstros durante o meu sono, acordava assustado durante algum sonho, ofegante suava e tentava fazer algo. Nunca vou me esquecer. Tudo parece como essa chuva que vem do nada e some, some, some. Mas deixa meu ouvido sangrar e dois dedos de uma bebida qualquer.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Um ponto qualquer ao céu
De manhã
eu me apago junto às estrelas
De noite
eu me vou junto ao sol
Sou uma luz
a piscar em slowmo
sem poder parar
Mas tão distante sou
que adiante
me confundem
com um vagalume
a pairar do céu
para onde estou
eu me apago junto às estrelas
De noite
eu me vou junto ao sol
Sou uma luz
a piscar em slowmo
sem poder parar
Mas tão distante sou
que adiante
me confundem
com um vagalume
a pairar do céu
para onde estou
terça-feira, 30 de junho de 2009
#1
Não cativei ninguém, não sei se isso quer dizer que não sou um sequestrador ou qualquer coisa do tipo. Mas acho que estou em um cativeiro. E eu não gosto nem um pouco de quem me cativou: a Vida.
Ela é relutante e distraída, sempre me esquece. Mas me sinto na obrigação de estar aqui, parece que Ela se divide no que acontece, no que aconteceu e no que acontecerá. Ela me deixa tão curioso, porém tão frustrado ao mesmo tempo.
Ela um dia me apareceu vestida de negro, até hoje não sei se era realmente Ela. Fora em um dia de desespero, Ela era tão viva e intensa e parecia me querer tanto. Mas quando se aproximou senti um frio imenso.
Depois disso o único frio que sinto é aqui dentro, enquanto tá calor lá fora. A Vida mal me conhece e não parece querer conhecer. A Vida me cativou, mas ela não se tornou responsável por mim. A Vida não tem cor.
Ela é relutante e distraída, sempre me esquece. Mas me sinto na obrigação de estar aqui, parece que Ela se divide no que acontece, no que aconteceu e no que acontecerá. Ela me deixa tão curioso, porém tão frustrado ao mesmo tempo.
Ela um dia me apareceu vestida de negro, até hoje não sei se era realmente Ela. Fora em um dia de desespero, Ela era tão viva e intensa e parecia me querer tanto. Mas quando se aproximou senti um frio imenso.
Depois disso o único frio que sinto é aqui dentro, enquanto tá calor lá fora. A Vida mal me conhece e não parece querer conhecer. A Vida me cativou, mas ela não se tornou responsável por mim. A Vida não tem cor.
sábado, 27 de junho de 2009
Dorme cedo.
Acorda cedo.
Não chore.
Não se iluda.
Sua dor não vai ser escutada.
Não tome remédios.
Não se deprima.
Você é tudo
em sua vida.
Já é hora de ser alguém.
Já é hora de ser alguém.
Já é hora de ser alguém.
Já é tarde nesse céu,
nessa noite.
Já é noite nesse céu,
nessa dor.
Suavemente,
em equilíbrio divino
nasce um novo anjo,
em berço excêntrico
com suas asas a florir
uma nova manhã.
Aqui é a terra de ninguém,
de todos e mais alguém.
Já temos o oceano,
a vida, a agonia,
o infinito espaço...
e assim nasce um novo dia.
Fecha os olhos com a imensidão
para nunca mais os abrir.
Acorda cedo.
Não chore.
Não se iluda.
Sua dor não vai ser escutada.
Não tome remédios.
Não se deprima.
Você é tudo
em sua vida.
Já é hora de ser alguém.
Já é hora de ser alguém.
Já é hora de ser alguém.
Já é tarde nesse céu,
nessa noite.
Já é noite nesse céu,
nessa dor.
Suavemente,
em equilíbrio divino
nasce um novo anjo,
em berço excêntrico
com suas asas a florir
uma nova manhã.
Aqui é a terra de ninguém,
de todos e mais alguém.
Já temos o oceano,
a vida, a agonia,
o infinito espaço...
e assim nasce um novo dia.
Fecha os olhos com a imensidão
para nunca mais os abrir.
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